{"id":796,"date":"2024-10-28T19:18:50","date_gmt":"2024-10-28T22:18:50","guid":{"rendered":"https:\/\/lers.pro.br\/?p=796"},"modified":"2025-03-15T11:05:43","modified_gmt":"2025-03-15T14:05:43","slug":"leviata-de-thomas-hobbes-uma-analise-racional-da-natureza-humana-mas-uma-discussao-sobre-os-poderes-do-estado-que-permanece-ate-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lers.pro.br\/?p=796","title":{"rendered":"Leviat\u00e3, de Thomas Hobbes: uma an\u00e1lise racional da natureza humana, mas uma discuss\u00e3o sobre os poderes do Estado que permanece at\u00e9 hoje."},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\"><div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:33.33%\"><figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"225\" height=\"225\" src=\"https:\/\/lers.pro.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/thomas-robbes.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-800\" srcset=\"https:\/\/lers.pro.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/thomas-robbes.jpeg 225w, https:\/\/lers.pro.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/thomas-robbes-100x100.jpeg 100w, https:\/\/lers.pro.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/thomas-robbes-150x150.jpeg 150w, https:\/\/lers.pro.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/thomas-robbes-200x200.jpeg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/figure><\/div>\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:66.66%\"><p class=\"has-text-align-justify\"><strong>Leviat\u00e3<\/strong>, obra ic\u00f4nica de Thomas Hobbes, publicada em 1651, \u00e9 um dos maiores tratados sobre o poder e a estrutura da sociedade. Nela, Hobbes argumenta que, em seu estado natural, o ser humano vive em constante competi\u00e7\u00e3o, impulsionado por uma busca desenfreada por poder e seguran\u00e7a, em uma condi\u00e7\u00e3o que ele descreve como a \u201cguerra de todos contra todos\u201d (<em>bellum omnium contra omnes<\/em>). Sem uma autoridade soberana, ou &#8220;Leviat\u00e3&#8221;, para impor a ordem, a vida humana seria \u201csolit\u00e1ria, pobre, s\u00f3rdida, bruta e curta.\u201d Esse retrato pessimista da natureza humana \u00e9 a base de sua defesa de um governo forte e centralizado, que seria capaz de regular as paix\u00f5es e impulsos humanos, impedindo a autodestrui\u00e7\u00e3o da sociedade.<\/p><\/div><\/div><p class=\"has-text-align-justify\">A proposta de Hobbes se destaca porque n\u00e3o apela a argumentos religiosos ou metaf\u00edsicos, mas baseia-se em uma an\u00e1lise racional da natureza humana e da necessidade de um \u201ccontrato social.\u201d Hobbes sugere que os indiv\u00edduos, temerosos de um colapso generalizado, aceitam abdicar de sua liberdade em prol da seguran\u00e7a e prote\u00e7\u00e3o proporcionada pelo Leviat\u00e3. O governante soberano, nesse contexto, possui autoridade absoluta para garantir o bem-estar e a sobreviv\u00eancia da comunidade. Como afirma <strong>Leo Strauss<\/strong>, fil\u00f3sofo e estudioso do pensamento pol\u00edtico, &#8220;a autoridade de Hobbes prov\u00e9m de seu rigor te\u00f3rico ao basear-se no que ele considera as caracter\u00edsticas inatas da natureza humana&#8221;. Hobbes concebe o Estado como uma resposta pr\u00e1tica \u00e0 viol\u00eancia potencial do homem e, como resultado, justifica a soberania irrestrita.<\/p><p class=\"has-text-align-justify\">Na obra, Hobbes descreve o Leviat\u00e3 como uma figura quase divina. O monarca absoluto ou o corpo governante assume o papel de regulador da paz social, sendo o deposit\u00e1rio das vontades individuais que, sem essa figura, se encontrariam em constante conflito. A analogia ao monstro b\u00edblico Leviat\u00e3, que simboliza poder imenso e controle absoluto, revela o quanto Hobbes valoriza a presen\u00e7a de uma autoridade forte. Segundo o fil\u00f3sofo <strong>Norberto Bobbio<\/strong>, \u201cHobbes inaugura uma teoria do Estado que legitima a submiss\u00e3o total dos cidad\u00e3os ao soberano, n\u00e3o como servid\u00e3o, mas como seguran\u00e7a.\u201d A centralidade do poder, portanto, \u00e9 vista como um mal necess\u00e1rio para manter a paz e a seguran\u00e7a coletiva.<\/p><p class=\"has-text-align-justify\">Para Hobbes, a ren\u00fancia \u00e0 liberdade individual em troca da seguran\u00e7a coletiva \u00e9 o n\u00facleo de sua concep\u00e7\u00e3o de contrato social. Nesse contrato, cada pessoa cede seus direitos naturais ao Leviat\u00e3 em prol de uma coexist\u00eancia pac\u00edfica. Este \u00e9 um dos conceitos mais duradouros da filosofia pol\u00edtica moderna, influenciando teorias de governan\u00e7a e soberania. \u201cA teoria do contrato social de Hobbes ressoa ainda hoje nas discuss\u00f5es sobre a legitimidade do Estado e a aceita\u00e7\u00e3o da autoridade\u201d, afirma o cientista pol\u00edtico <strong>John Dunn<\/strong>. Dunn destaca que, ao propor um Estado com autoridade total, Hobbes enfatiza o pre\u00e7o da seguran\u00e7a como uma necessidade social fundamental, um debate ainda presente no contexto da governan\u00e7a moderna.<\/p><p class=\"has-text-align-justify\">Por\u00e9m, a abordagem de Hobbes tem sido alvo de cr\u00edticas por seu car\u00e1ter extremo de concentra\u00e7\u00e3o de poder. A proposta de um governo absoluto se mostrou controversa, pois poderia, segundo cr\u00edticos, abre espa\u00e7o para o autoritarismo. Fil\u00f3sofos como <strong>Hannah Arendt<\/strong> questionam o modelo hobbesiano, argumentando que a total submiss\u00e3o ao Leviat\u00e3 representa um perigo de perda de autonomia individual, um risco \u00e0 liberdade. Para Arendt, &#8220;a pol\u00edtica deve ser a esfera da liberdade, e n\u00e3o da sujei\u00e7\u00e3o,&#8221; e, portanto, a vis\u00e3o de Hobbes contradiz o que ela considera o ideal de participa\u00e7\u00e3o cidad\u00e3.<\/p><p class=\"has-text-align-justify\">Ainda assim, a ideia de Hobbes sobre a &#8220;guerra de todos contra todos&#8221; permanece como uma an\u00e1lise profunda sobre o instinto de sobreviv\u00eancia e a natureza humana. No contexto atual, \u00e9 poss\u00edvel ver paralelos com a necessidade de uma ordem reguladora em sociedades modernas, nas quais o Estado de Direito serve como um meio de garantir os direitos e seguran\u00e7a dos cidad\u00e3os. Na sociedade contempor\u00e2nea, governos de diferentes regimes recorrem a princ\u00edpios semelhantes aos de Hobbes para justificar medidas rigorosas de controle social em nome da estabilidade. Em tempos de crise, como pandemias ou conflitos, a ret\u00f3rica hobbesiana reaparece como justificativa para a ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas r\u00edgidas. Segundo o te\u00f3rico pol\u00edtico <strong>Michael Walzer<\/strong>, \u201cHobbes nos lembra do papel central do Estado em tempos de emerg\u00eancia, quando a ordem \u00e9 um bem comum acima de tudo.\u201d<\/p><p class=\"has-text-align-justify\">Al\u00e9m disso, a obra de Hobbes reflete a percep\u00e7\u00e3o de que, em situa\u00e7\u00f5es de caos ou desordem, as liberdades civis podem ser temporariamente limitadas em prol da seguran\u00e7a comum. Esse argumento ainda \u00e9 explorado em discuss\u00f5es contempor\u00e2neas sobre seguran\u00e7a nacional e prote\u00e7\u00e3o dos direitos civis. O contrato social hobbesiano, ao mesmo tempo que garante seguran\u00e7a, estabelece os limites da liberdade e da autoridade. O desafio, segundo o soci\u00f3logo <strong>Zygmunt Bauman<\/strong>, \u00e9 &#8220;encontrar um equil\u00edbrio entre a liberdade individual e a prote\u00e7\u00e3o da sociedade&#8221;. Esse equil\u00edbrio \u00e9 um ponto central na rela\u00e7\u00e3o entre Estado e cidad\u00e3os, sendo frequentemente revisitado por fil\u00f3sofos e cientistas pol\u00edticos.<\/p><p class=\"has-text-align-justify\">Portanto, Hobbes n\u00e3o apenas inaugura uma vis\u00e3o realista do Estado, mas tamb\u00e9m exp\u00f5e as tens\u00f5es inerentes entre liberdade e seguran\u00e7a. Sua concep\u00e7\u00e3o do Leviat\u00e3 oferece uma perspectiva de que a ordem s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel se a natureza humana for disciplinada por um poder superior. Contudo, a interpreta\u00e7\u00e3o de Hobbes como defensor de um Estado absolutista se choca com ideais democr\u00e1ticos que valorizam a liberdade individual. No entanto, sua ideia de um poder centralizado como resposta \u00e0 &#8220;guerra de todos contra todos&#8221; influencia a compreens\u00e3o da governan\u00e7a at\u00e9 hoje.<\/p><p><\/p><h2 class=\"wp-block-heading\">Quem \u00e9 Leviat\u00e3?<\/h2><div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\"><div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:33.33%\"><figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"319\" height=\"158\" src=\"https:\/\/lers.pro.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Leviata.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-797\" style=\"width:275px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/lers.pro.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Leviata.jpeg 319w, https:\/\/lers.pro.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Leviata-300x149.jpeg 300w, https:\/\/lers.pro.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Leviata-200x99.jpeg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 319px) 100vw, 319px\" \/><\/figure><\/div>\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:66.66%\"><p class=\"has-text-align-justify\">O <strong>Leviat\u00e3<\/strong> \u00e9 uma figura mitol\u00f3gica mencionada em textos antigos, principalmente na B\u00edblia, e \u00e9 retratado como um monstro marinho ou uma criatura de imenso poder. No livro de J\u00f3, por exemplo, o Leviat\u00e3 \u00e9 descrito como uma for\u00e7a colossal e indom\u00e1vel das \u00e1guas, um s\u00edmbolo do caos e do poder que o homem n\u00e3o pode controlar. Esse ser mitol\u00f3gico simboliza a for\u00e7a, o poder e, muitas vezes, o perigo do desconhecido ou das for\u00e7as da natureza.<\/p><\/div><\/div><h2 class=\"wp-block-heading\">Por que Hobbes usa esse t\u00edtulo?<\/h2><p class=\"has-text-align-justify\">Hobbes usa a imagem do monstro para simbolizar o Estado e a autoridade governamental. Em sua obra, o Leviat\u00e3 representa o poder soberano necess\u00e1rio para manter a ordem em uma sociedade. Hobbes acreditava que, sem uma autoridade forte (como o Leviat\u00e3), os homens tenderiam a viver em um &#8220;estado de natureza&#8221; ca\u00f3tico, onde prevaleceriam a viol\u00eancia e a desordem. Ele defendia a necessidade de um &#8220;contrato social&#8221; em que os indiv\u00edduos cedessem alguns de seus direitos em troca de seguran\u00e7a, ordem e paz proporcionadas pelo Estado.<\/p><p class=\"has-text-align-justify\">Assim, para Hobbes, o Leviat\u00e3 \u00e9 a personifica\u00e7\u00e3o de um Estado absoluto que det\u00e9m poder sobre a sociedade para garantir a estabilidade e a prote\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os. Esse conceito continua sendo estudado na teoria pol\u00edtica, servindo como base para discuss\u00f5es sobre autoridade, poder e o papel do Estado na sociedade.<\/p><p><\/p><p><\/p><p><\/p><p><\/p><p><\/p><p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Leviat\u00e3, obra ic\u00f4nica de Thomas Hobbes, publicada em 1651, \u00e9 um dos maiores tratados sobre o poder e a estrutura da sociedade. 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