É simples de entender. O carnaval acabou. “Ela desatinou. Viu chegar quarta-feira, acabar brincadeira, bandeiras se desmanchando. E ela ainda está sambando”. Assim diz a canção do mestre Chico…

Triste colombina moderna. Cabelos pretos, lisos, presos; óculos escuros, bolsa a tiracolo. Expressão cansada, beleza cansada. Vestido escuro, lutuoso, nada garrido. Morreu-lhe o carnaval. Foi-se o banquete de ilusões. Há que se voltar, inexoravelmente, ao feijão-com-arroz da realidade; há que se voltar ao “todo dia”…

Ele: cabelos escuros, espetados, escondidos por um chapéu bambo de bobo da corte. Agarrado à garrafa, caminha pesado. Torso nu. Short escuro. Pós-moderno Pierrô musculoso, descomposto mal-educado, que deixa a moça para trás. Dor de cabeça; ressaca. Acabou-se a efêmera e arrebatadora folia. Na rua, lixo. No lixo, um gato. Nas vidas, a volta à rotina.

A realidade é crua. Quarta-feira chegou. Os bolsos estão vazios. Os corações voltam a suas solidões. O mestre continua: “Ela desatinou. Viu morrer alegrias, rasgar fantasias. Os dias sem sol raiando”…


Entenda o texto pelo infográfico acima!

Ouça a canção “Ela desatinou”. Chico Buarque recebe Daniela Mercury.

Fique sabendo!

Heitor é aluno da EEM Governador Adauto Bezerra.

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